Página Inicial Data de criação : 07/09/05 / Última actualização : 08/05/12 17:58 / 40 Artigos publicados

Avô Cantigas Abre FIM DE ANO em Portimão  Inserido Thursday 03 January 2008 16:58

Blogue de avocantigas : O Bloguinho do Avô Cantigas, Avô Cantigas Abre FIM DE ANO em Portimão

 

Na passada segunda-feira, 31 de Dezembro, pelas 11h00, o Novo Mercado Municipal de Portimão recebeu a visita do amigo de todas as crianças - o Avó Cantigas. O avô esteve no “Sítio dos Fresquinhos” (Piso 0) para distribuir balões e autógrafos pelas crianças presentes.

 

Pelas 17h00, esteve na Zona Ribeirinha de Portimão onde se iniciaram as comemorações de Fim de Ano, fazendo a alegria da pequenada com os sucessos dos seus 25 anos de carreira, e onde não  faltaram os temas 'Fantasminha Brincalhão', 'Um dó li tá' ou o mais recente e divertidíssimo 'Atchim!... Santinho!...’

 

In http://mediatelevisao.com/ 

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Caminho das Estrelas: Carlos Vidal  Inserido Monday 03 December 2007 13:49

Blogue de avocantigas : O Bloguinho do Avô Cantigas, Caminho das Estrelas: Carlos Vidal
Já me confundiram com o Tio Patinhas

 

A cumprir 25 anos de Avô Cantigas, Carlos Vidal está cada vez mais parecido com o “boneco” que criou em 1982. “Hoje já não tenho que pôr cabeleira nem pintar o bigode”, diz. Pacato e afável, aceitou receber-nos em sua casa para nos falar das paixões, dos filhos e, claro, do seu avô, um músico que trabalhou numa fábrica de papel na Lousã.

 

Correio Êxito– Depois de tantos anos ainda consegue dissociar o Avô Cantigas do Carlos Vidal?
Carlos Vidal - Os dois sempre se confundiram porque estão muito ligados na vida e na maneira de ser. Um dos segredos que fez com que o Avô Cantigas durasse tanto foi o facto de eu, Carlos Vidal, nunca ter precisado de fazer grande teatro para vestir a personagem.

- Ser avô aos 28 anos não lhe causou estranheza?
– Um pouco. No início, criámos uma personagem um pouco curvada, que andava devagarinho e falava pausadamente. Ao final de três semanas abandonámos esse figurino e eu comecei a aparecer com a normalidade da minha maneira de ser e de falar.

– Porquê?
– A música era muito ritmada e não combinava com uma imagem parada do Avô. Depois foi quando me desliguei de querer fazer teatro, o que permitiu ao Avô Cantigas deixar-se levar por aquilo que eu sou. Transformou-se num avô desassossegado.

– Inspirou-se em quem para construir a personagem?
– Em ninguém em especial. Eu e o António Pinho inventámos o Avô Cantigas para preencher um espaço infantil no ‘Passeio dos Alegres’. Queríamos um boneco que criasse nas crianças algum tipo de fantasia e pareceu-nos que a figura de um avô seria a ideal.

– O Avô Cantigas ajudou-o a educar os seus filhos?
– Quando o meu primeiro filho nasceu eu já era o Avô Cantigas. Com o passar do tempo eles foram achando piada ao facto daquela personagem da televisão viver lá em casa. Fui cantar a todas as escolas por onde eles passaram. Claro que às tantas todos sabiam que o Avô Cantigas era o pai do Paulo e do Luís.

– Hoje poucos conhecem o que o Carlos Vidal fez antes do Avô Cantigas. A maioria nem saberá que em 79 já cantava no Festival RTP da Canção. Isso não o entristece?
– É verdade que as pessoas não têm noção do que fiz, mas eu não penso nisso e por conseguinte não me entristece. Sei que há uma geração de pessoas da minha idade que, de certa maneira, se lembra.

– Sente-se capaz de fazer canções para outros públicos?
– Claro que sim. Tenho essa vontade, mas não tendo um propósito não consigo sentar-me a escrever. Era preciso um projecto para que eu me agarrasse.

– Quando é que percebeu que a música ia ser a sua vida?
– Acho que foi precisamente quando me mudei para Cascais. Na altura fui estudar para os Salesianos do Estoril e comecei a substituir os tais caixotes improvisados por instrumentos a sério, até porque tinha uns amigos que tocavam viola. Ajudou também o facto de eu ter entrado para os escuteiros. O meu cargo nas patrulhas era de animador. Convenci os meus pais a comprarem-me uma viola e lembro-me que apesar de ter começado a tocar Beatles e Cat Stevens, tentei logo fazer as minhas próprias músicas. Tinha 18 anos e lembro-me que comecei a ver a música de outra maneira.

– Como é que chegou à gravação do seu primeiro disco?
– Foi o companheiro da actriz Maria José, mãe da também actriz Rita Ribeiro, que foi minha vizinha na Parede, que um dia mostrou as minhas canções a uma pessoa chegada ao Rádio Clube Português. Essa estação estava ligada a uma editora chamada Imavox que gostou tanto do que ouviu que decidiu chamar-me para gravar um disco. Curiosamente eu ainda era menor e foi o meu pai que assinou o contrato.

– Quem é o ‘Fantasminha...’?
– É uma personagem inventada pelo António Pinho, que foi quem fez a letra, e pretende desmistificar o medo dos fantasmas e do escuro.

– Como é que tem lidado com o passar dos anos?
– Tenho lidado bem. Do ponto de vista do aspecto físico há mais pontos comuns entre o Carlos Vidal e o Avô Cantigas. Ainda hoje não me considero uma pessoa de cabelo branco. O meu cabelo ainda é mais para o castanho. Por cima das orelhas é que já está grisalho, o que me permite dizer que é o cabelo do Avô Cantigas. O resto está tapado pelo boné. Mas temo que com o passar dos anos o Avô Cantigas vá ficar careca (risos), porque estou a perder algum cabelo.

– Quem é o Carlos Vidal longe da música?
– Sou uma pessoa que adora ler livros uns atrás dos outros. Pratico ciclismo e já fiz Sintra-Fátima de bicicleta. Gosto muito de nadar com óculos e ver o fundo do mar. Corro e já estou inscrito na próxima meia-maratona de Portugal.


In Correio da Manhã 

por Miguel Azevedo

Fotografia de Vítor Mota 

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